random rants


O desemprego me ajudou dessa vez e, por isso, consegui ir ver mais filmes da Mostra. Mesmo assim, o número foi baixo: 6 filmes em quase duas semanas do evento. Considerando que minha média anterior era de 2, estou praticamente exultante. O que me impediu de ver mais foi a preguiça, compromissos familiares e… bom, a preguiça. =( Especialmente depois de domingo, em que eu passei metade do dia na Paulista devido a uma falha na minha programação. Cheguei 13h, fui embora às 22h30 e só vi dois filmes. O tempo que não passei em salas de cinema foi gasto rodando pelo Conjunto Nacional e pela Livraria Cultura de lá. Faltando uma hora pro filme das 20h30, de saco cheio, acabei comprando uma edição baratinha de Pride e Prejudice da Jane Austen (Penguin Popular Classics, quase R$ 9, ótimo custo/benefício!) e, desconfortavelmente sentada num daqueles bancos do CN, matei a primeira parte do livro. Fiquei tão cansada de fazer nada por horas a fio que encerrei por ali mesmo minhas visitas às salas participantes.

No entanto, é chegada a hora de deixar a preguiça e o cansaço de lado, já que começamos a entrar em clima de Natal. O primeiro Chocottone já está na cozinha e as mamans começam a discutir a ceia da família. Ok, é mentira, minha mãe nem pensa na ceia (o Chocottone, no entanto, é verdade!), mas eu comecei a pensar nos enfeites para a árvore e casa. Estou indo atrás de dicas bem legais que pretendo colocar aqui até o começo da semana que vem. Dessa vez, minha casa vai ficar quase um carro alegórico de Carnaval, eu pressinto.

Foi bem difícil tomar a decisão, mas, de repente, não tinha mais razão pra adiar. Criei coragem, fui lá e pedi as contas. O resultado? Uma menina feliz! Ainda tenho um mês pela frente (maldito aviso prévio!), mas só de saber que isso é o máximo que eu ainda terei que agüentar me deixa tão totalmente exultante, que não tem como não vir trabalhar toda sorridente.

Depois desse mês, a vida é um pequeno mistério. Tenho muitos planos, mas sei que vários não passarão disso. O que eu quero mesmo é aproveitar para dar andamento na minha vida. Arrumar os armários e as estantes, me matricular num curso de cerâmica, aumentar a produção de peças em tricô e crochê, finalizar as bijuterias para a (tão sonhada e esperada e falada) lojinha, ler mais, ver mais filmes, ficar mais com a minha maman e o papá… É tanta coisa que quase me falta o ar! Claro que eu vou atrás de trabalhos como freela, né. Não dá pra ficar parada nessa vida e eu preciso de uma fonte de renda, por menor que ela (a renda) seja. Mas é muito bom saber que vou controlar meus horários, trabalhar com gente que me respeita e ter que aturar gente mala só de vez em quando, quando for muito necessário.

E toda vez que eu pensar em dinheiro, vou me lembrar que eu trabalhava em um lugar que, além de pagar mal, me deixava infeliz. E de que adianta viver infeliz, me fala? Adoro um dinheirinho, comprar roupa-sapato-bolsa, gastar em centenas de livros, mas nada disso tava valendo a pena. Por isso, a hora era essa mesmo! E quer saber de uma coisa? Já vou tarde!

ps: o melhor de tudo vai ser poder passar algumas horinhas deitada no quintal ensolarado do lado do franz, meu filho-gato ou gato-filho, enquanto ele ronrona feliz ou tenta morder minha mão. tem coisa melhor? =) ah, ele não é nada parecido com o gatinho dessa foto ao lado, mas achei a imagem tão bonitinha! a quem interessar, ele é um ruivo lindo, com a bunda mais gorda e mais gostosa de todos os tempos.

(foto: gettyimages)

Voltando aos pouquinhos. Beeem aos pouquinhos, afinal, tem cinco meses de poeira pra tirar do caminho por aqui, não é? O pior é que as desculpas serão as de sempre: muito trabalho, vida corrida, sono em excesso… Mas voltei a me empolgar por causa de um outro blog, o da revista Bella Noiva, onde eu trabalho. Tivemos que criar essa página a pedido de nossa chefe e, desde então, estamos tentando atualizá-lo regularmente. Acho que, por isso, voltou a vontade de escrever e achar coisas legais pela net. Claro que eu não larguei essa mania de desocupada de ficar xeretando em trocentos sites, mas meio que tinha cansado de ficar anotando tudo em folhinhas mil pra depois tentar falar disso aqui no blog. Quem sabe, agora, a coisa volta… e vai! =)

Para quem ficou curioso sobre o blog da Bella, aí vai o endereço: revistabellanoiva.blogspot.com. Nele, vocês podem conferir dicas de beleza, de moda, enxoval, decoração de festas, livros, filmes e tudo mais que tiver algo a ver com o universo das noivas. Entrem, comentem e espalhem a notícia entre as amigas, ok?

Mais cupcakes, sorvetinhos e docinhos de cerâmica plástica continuam saindo do forno da “fabriquinha”. Por isso, eu estou cada vez mais empolgada e vou adquirindo experiência e jeito pouco a pouco. Torço muito pra que as coisas se ajeitem e eu comece a vender os colarzinhos, pulseiras e outras “quinquilharias” loguinho, porque isso tudo é algo que já está sendo planejado há um tempinho (pra vocês terem uma idéia, minha lojinha no Etsy tá feita desde o começo do ano). O que atrapalha mesmo é o meu emprego oficial, meu nine to five de todos os dias. Não é que eu não curta o que faço, nada disso! Mas não ter liberdade de horário pra fazer o que eu quero e gosto é ruim demais. Especialmente porque o tal nine to five é, na realidade, eight to six, com direito (‘dever’ seria mais adequado) a bater o ponto e descontos no pagamento se houver atraso. Resumindo: o tempo pra viver ficou bem curto. Além disso, eu sou bem atrapalhada, o que torna essa coisa toda de conciliar emprego com hobby-que-pretende-ser-lucrativo bem difícil.

De qualquer modo, eu não tenho pressa. Vou fazendo tudo bem aos pouquinhos, enfrentando cada imprevisto e dificuldade na hora em que eles aparecem. Aproveito o ritmo lento pra ir incrementando minha galeria de habilidades e melhorando no crochê, tricô e outros crafts. Mesmo assim, de vez em quando dá uma mega-ansiedade de saber qual vai ser o resultado final e, principalmente, se as pessoas vão gostar. Mas como, nesse caso, pensar muito é igual a fazer pouco, o melhor é deixar essas questões de lado e colocar as mãos na massa, literalmente!

_____

Note to self:
- comprar cerâmica plástica Toke e Crie marrom
- comprar correntes grandes douradas e prateadas
- comprar base para anel
- comprar argolinhas maiores

“Just like punk rock, craft is embedded in an anti-establishment/anti-consumerist ethos and as the ever-quotable Betsy Greer reminds us, ‘being able to make your own clothes and accessories from scratch is punk as fuck.’ She goes on to explain; ‘we’ve come to a point of modernity where everywhere you look it’s just excess, excess, excess… By making my own clothes, I am ensuring that no one is exploited in their creation. Unless I make my clothes from yarn from my own sheep, I am still purchasing materials for crafts, but in starting to think about clothes as something you have the choice to design, you are taking a step back from materialism.’”
(Woodcock, Victoria. Making Stuff – An Alternative Craft Book)

É bizarro ver gente achando que eu sou uma espécie de vovozinha de 25 anos quando estou com minhas agulhas e novelos de lã. Eu faço tricô, crochê e outros crafts porque gosto, porque tudo isso é bem legal de fazer e, principalmente, porque eu posso, como diz Tsia Carson em outro livro pra lá de legal – Craftivity. Simple as that. Se a sua habilidade é arrotar todo o abecedário, ótimo! Uma das minhas é fazer coisas bonitas e/ou úteis com as minhas mãos. Eu estou muito satisfeita com isso, não tenho vergonha de tirar meu tricô da bolsa em público e não me considero inferior por saber fazer cachecóis do jeitinho que minha avó fazia; muito pelo contrário: adoro ter todas estas aptidões!